Noticias em Tempo Real - Política - Cidadania

Por nove votos favorável e dois contrário Câmara Legislativa da carta branca a executivo para desviar mais de 4 milhões de reais

Os vereadores da oposição explicam que não foram contra o projeto de construção das escolas e sim contra o fracionamento dos recursos para o EXECUTIVO e REFORMA DE ESCOLAS.

Pela 2ª vez:Vereadora Edneuza Lafaiete na bronca com atitudes de desrespeito do Secretário de Agricultura de Lagoa Grande, Olavo marques

E ela ainda alfinetou: “Não tem nenhuma ação do governo atual não… eles que comecem a mostrar as ações deles”.

Aprovado projeto que cria profissão de vaqueiro

O texto define o vaqueiro como profissional responsável pelo trato, manejo e condução de animais como bois, búfalos, cavalos, mulas, cabras e ovelhas.

Presidente do PT de Pernambuco, Pedro Eugênio defende candidatura própria no Estado

Devemos trabalhar com candidatura própria, afirma o deputado Pedro Eugênio, presidente do PT pernambucano.

PSB incomodado com Bezerra Coelho

Diversos socialistas estranharam a posição do ministro em fazer defesa pública das obras da Transposição do São Francisco.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Ficha suja não pode concorrer à eleição, diz Lula

Ex-presidente também afirmou em comício que ''homem que é eleito com o número 13 não sai pela porta do fundo, nem de cabeça baixa''

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu ontem, em Guarulhos, a Lei da Ficha Limpa e disse que o candidato ficha suja não pode concorrer à eleição. Ele se referia ao adversário do PT na cidade, o tucano Carlos Roberto, que teria sido acusado de descontar e não recolher o seguro social dos trabalhadores à Previdência. O candidato, que é empresário, já negou publicamente a acusação. "Se é verdade o que disseram do outro candidato, que ele desconta o INSS da Previdência e não paga, isso é crime de apropriação indébita e pelo que estou sabendo, ficha suja não poderia concorrer à eleição", disse Lula.

Segundo ele, independente do que a justiça decidir, "a justiça do povo vai ser feita dia 28". O ex-presidente voltou a enaltecer suas realizações no governo, dizendo ter feito em oito anos mais que os outros presidentes em cem, e saiu em defesa do PT. "Homem que é eleito com o número 13 não sai pela porta do fundo, nem de cabeça baixa. Antes de eu chegar à Presidência, o presidente entrava pela porta do fundo, mas entrei e saí pela frente." Dirigindo-se ao prefeito da cidade, o petista Sebastião Almeida, candidato à reeleição, Lula disse que o PT não se preocupa apenas em ganhar eleição, mas deve fazer um governo pensando nos pobres. "Vamos mostrar que não temos um partido só para ganhar eleição, mas um partido para mudar a história desse país."

Lula lembrou a infância pobre para dizer que aprendeu economia com a mãe e que a economia que usou no seu governo não é aquela aprendida na universidade. Ele se referiu à publicação do IBGE segundo a qual em seu governo os pobres tiveram aumento em oito anos de quase 90% e os ricos, de 10. "O rico não ficou mais pobre, mas o pobre ficou um pouco melhor de vida nesse país." O ex-presidente fez comício num palanque, na Vila São João, em que estavam também deputados, prefeitos e lideranças do partido, como o deputado e presidente estadual do PT, Edinho Silva, e o secretário nacional de Organização, Paulo Frateschi, além do senador Eduardo Suplicy (PT-SP). O senador se converteu em atração da noite ao cantar "Blowing in the Wind", de Bob Dylan.

Dirceu, Genoino, Delúbio e Valério condenados por formação de quadrilha

José Dirceu é um dos que receberam voto de condenação

No último ato do escândalo do mensalão, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta segunda-feira, por 6 a 4, os operadores do esquema pela formação de uma quadrilha que atuou no governo e foi comandada pelo ex-chefe da Casa Civil José Dirceu. Ele sofreu condenação por chefiar o esquema, auxiliado na cadeia de comando pelo ex-presidente do PT José Genoino, pelo ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares e pelo publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza.

Após 39 sessões de julgamento, o STF concluiu  a votação de todo o processo do mensalão com o placar de 25 réus condenados, nove absolvidos e outros três, cuja votação terminou empatada, vão aguardar uma decisão do colegiado. Ao todo, o tribunal julgou a conduta de 37 réus na ação penal.

Sete anos depois das primeiras denúncias, o STF julgou que a gestão do ex-presidente Luiz Inácio da Silva comprou votos no Congresso para a aprovação de projetos de interesse da administração federal. De acordo com o ministro Celso de Mello, decano do tribunal, "um dos episódios mais vergonhosos da história política do País", operado por "homens que desconhecem a República, pessoas que ultrajaram as suas instituições e que, atraídos por uma perversa atração do controle criminoso do poder vilipendiaram os signos do Estado Democrático de Direito e desonraram com seus gestos ilícitos e ações marginais a ideia que consignam o republicanismo na nossa Constituição".

Um grupo que reuniu 11 réus no total para a prática de crimes de lavagem de dinheiro, contra a administração pública - peculato e corrupção - e contra o sistema financeiro - gestão fraudulenta de banco. "Tenho, para mim, que, neste perfil, reside a verdadeira natureza dos membros dessa quadrilha, que, em certo momento histórico de nosso processo político, ambicionou tomar o poder, a constituição e as leis do País em suas próprias mãos. Isso não pode ser tolerado", afirmou Mello. "Ninguém tem legitimidade para transgredir as leis e a Constituição de nosso país. Ninguém está acima da autoridade do ordenamento jurídico do estado", continuou.

No entendimento do STF, o desvio de recursos públicos, os empréstimos bancários fraudados, a lavagem desse dinheiro e a distribuição para deputados, tudo foi montado para angariar apoio ao governo Lula e ampliar o poder do PT. Na sessão desta segunda-feira, o Supremo julgou a última fatia do processo. Condenou Dirceu e outros dez réus por integrar o que o decano do STF classificou como "uma sociedade de delinquentes". "Formou-se na cúpula do poder, à margem da lei e ao arrepio do direito, um estranho e pernicioso sodalício (sociedade de pessoas que vivem em comum), constituído por dirigentes unidos por um comum desígnio, um vínculo associativo estável que buscava eficácia ao objetivo espúrio por eles estabelecidos: cometer crimes, qualquer tipo de crime, agindo nos subterrâneos do poder como conspiradores, para, assim, vulnerar, transgredir, lesionar a paz pública", afirmou Mello.

O grupo foi integrado por Dirceu, Delúbio, Genoino, Valério, dirigentes do Banco Rural e das agências de publicidade que ajudaram a capitalizar o mensalão. Votaram pela condenação dos réus pelo crime de formação de quadrilha os ministros Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Carlos Ayres Britto (presidente). "No caso, houve a formação de uma quadrilha das mais complexas, envolvendo, na situação concreta, o núcleo dito político, o núcleo financeiro e o núcleo operacional", afirmou Marco Aurélio Mello. "Mostraram-se os integrantes em número de 13. É sintomático o número", acrescentou o ministro, lembrando o número do PT, mas ignorando que dois dos 13 réus foram absolvidos. Conforme a maioria dos ministros, o esquema envolvia divisão de tarefas entre cada um dos núcleos, pressupunha a união estável entre os réus para a prática de crimes que atentaram contra a paz pública. "Havia um projeto delinquencial de natureza política", afirmou Fux. "Esse projeto delinquencial foi assentado aqui pelo plenário como existente. Todos sabiam o que estavam fazendo. Todos foram condenados por isso", disse.

Quatro integrantes da Corte não julgaram que o grupo constituiu uma quadrilha. Para os ministros Ricardo Lewandowski, Rosa Weber Cármen Lúcia e Dias Toffoli, os réus não se juntaram com o fim de integrar um grupo destinado à prática indeterminada de crimes. A partir de agora relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, começa a revelar as penas que defende que sejam impostas a cada um dos réus. Deve começar pelo ministro da Casa Civil. Barbosa já adiantou que aqueles que estavam no topo da cadeia de comando do esquema terão tratamento mais severo. Somente depois de todo o julgamento, os ministros discutirão se os condenados começam imediatamente a cumprir as penas, como defendeu o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ou se aguardam em liberdade o trânsito em julgado do processo, o que deve ocorrer apenas em 2013.

Confira o placar do Capítulo 2 – formação de quadrilha envolvendo os núcleos político, publicitário e financeiro:

José Dirceu: 6 votos a 4 (Condena: Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello/ Absolve: Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Dias Toffoli)

2) José Genoino: 6 votos a 4 (Condena: Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello / Absolve: Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Dias Toffoli)

3) Delúbio Soares: 6 votos a 4 (Condena: Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello / Absolve: Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Dias Toffoli)

4) Marcos Valério: 6 votos a 4 (Condena: Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello / Absolve: Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Dias Toffoli)

5) Ramon Hollerbach: 6 votos a 4 (Condena: Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello / Absolve: Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Dias Toffoli)

6) Cristiano Paz: 6 votos a 4 (Condena: Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello / Absolve: Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Dias Toffoli)

7) Rogério Tolentino: 6 votos a 4 (Condena: Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello / Absolve: Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Dias Toffoli)

8) Simone Vasconcelos: 6 votos a 4 (Condena: Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello / Absolve: Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Dias Toffoli)

9) Geiza Dias: 8 votos pela absolvição a 2 (Condenação: Marco Aurélio Mello)

10) Kátia Rabello: 6 votos a 4 (Condena: Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello / Absolve: Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Dias Toffoli)

11) José Roberto Salgado: 6 votos a 4 (Condena: Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello / Absolve: Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Cármen Lúcia e Dias Toffoli)

12) Ayanna Tenório: 10 votos pela absolvição

13) Vinícius Samarane: 5 votos a 5 (Condena: Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes e Celso de Mello / Absolve: Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Dias Toffoli e Marco Aurélio Mello)

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

TSE faz pente-fino nas contas de 17 partidos

Após constatar uma fraude nas contas do PP, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) investiga as prestações de outros 16 partidos para apurar se houve desvios de recursos do fundo partidário. 

Uma auditoria vasculha 60 processos com comprovantes dos gastos repassados à Justiça entre 2001 e 2009. 

Tevemos acesso à relação que é alvo do pente-fino do TSE. Além do PP, a análise atinge PDT (5 processos), PTB (5), PSB (4), PMDB (3), DEM (2), PSDB (1) e outros partidos menores. 

A abertura da investigação foi determinada pela presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, no último dia 28. 

O objetivo é apurar se o dinheiro do fundo partidário foi aplicado irregularmente ao mesmo tempo em que o TSE, por meio de um setor chamado Coordenação de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias, aprovou as prestações. 

O fundo é constituído por verbas da União, multas, penalidades, doações e outros recursos. Neste ano, os partidos receberão R$ 324 milhões. Pela lei, a verba deve ser usada em atividades e no funcionamento da sigla. 

A auditoria foi constituída depois da constatação de irregularidade nas contas de 2000 a 2005 do PP. Apesar de uma série de problemas, elas foram aprovadas pelo TSE. 

O caso do PP também foi enviado para a Polícia Federal. Tanto a PF como TSE apuram a atuação do ex-coordenador de exame de contas do tribunal Wladimir Azevedo Caetano, hoje no Conselho Nacional de Justiça. 

A auditoria do TSE já constatou que Caetano retirava das mãos de subordinados processos de prestação e aprovava as contas. 

O tribunal suspeita que o desfalque do PP ultrapassa R$ 20 milhões. São irregularidades como notas frias e gastos alheios às atividades partidárias. 

Um total de R$ 4,2 milhões se refere a documentos considerados "inidôneos" para justificar, em geral, pagamentos em espécie a pessoas não identificadas. Sem documento comprobatório, por exemplo, foi gasto R$ 1,4 milhão. 

Relatório entregue à presidente do TSE diz que "conclui-se que o PP cometeu fraude processual" e induziu o tribunal a erro. Os ministros do TSE costumam seguir os pareceres da área técnica. 

A rejeição da contas implica na suspensão do repasse mensal por até um ano, além de ressarcimento. 

 
OUTRO LADO
 
Os dirigentes dos principais partidos afirmam desconhecer o teor da investigação. 

O presidente do PMDB, Valdir Raupp disse acreditar não haver irregularidades nas contas do PMDB

O presidente do PDT, Carlos Lupi, afirmou que as contas da sigla estão em situação regular. O do DEM, Agripino Maia, também disse que o partido não foi notificado. 

Carlos Siqueira, 1º Secretário do PSB, disse que o partido está à disposição do TSE. 

A assessoria do presidente do PP, Francisco Dornelles (RJ), disse não tê-lo localizado para falar. Os dirigentes PTB não foram encontrados. O PSDB não respondeu.

Só uma vaga para onze concorrentes

As movimentações no município de Lagoa Grande gira em torno de quem será o novo presidente da câmara de vereadores. Segundo fonte dão conta que o atual presidente da câmara não abrirá mão da disputa do cargo, nessas expectativa os vereadores eleitos e reeleitos já estão fazendo seus lobby político visando a presidência, o candidato que está correndo por fora e ex-presidente Doutor de Iolanda que busca o apoio dos 04 (quatro) vereadores da oposição, bem como os insatisfeito na base. E olha que vale apena ser presidente, tem muitas regalias e um orçamento anual de R$ 1.176.000,00 (um milhão cento e setenta e seis mil reais).

A nova política rumo à presidência da câmara de vereadores de Lagoa Grande já começou e resultado sai em Janeiro.

Acreditamos que haja surpresas no processo eleitoral da Câmara Legislativa, daqui até janeiro quando da primeira Seção da Câmara que ocorrerá no dia primeiro de janeiro de 2013 pode haver uma decisão, estaremos de OLHO no desenrola desse processo.

Duda ia derrubar o Lula

No dia em que Duda depôs na CPI conhecida como CPI dos Correios, o jornalismo de esgoto do eixo Rio-São Paulo e o príncipe dos sociólogos, Fernando Henrique Cardoso, consideraram que o publicitário Duda Mendonça ia derrubar o presidente Lula. A aquela altura do campeonato, apareceu a oportunidade de um impeachment. Eis que FHC, também conhecido como Farol de Alexandria da burguesia paulista concebeu a “teoria do sangramento”, que entrará na História antes da “Teoria da Dependência”, também de sua autoria.

A “teoria do sangramento” consistia no seguinte.

Ao ver Duda na CPI, falando com desenvoltura ter recebido dólares no exterior e blá-blá-blá, Fernando Henrique aconselhou os correligionários a esperar Lula sangrar. Não apressar o impeachment de imediato, como sugeriu o Roberto Jerfesson, que naquele momento da história recente da República, assumira o papel de paladino da moralidade pública, embora não passasse de um delator. 

Mas, esperar o Lula sangrar, sangrar, sangrar até ser derrotado nas urnas pelo próprio FHC. A mídia comprou a rapadura e Lula derrotou o PSDB, mesmo com o abalo.

Duda não fez nada de errado. Mas acabou preso pela Polícia Federal numa rinha de galo. Crime menor. Agora, recebe a recompensa: absolvição no STF, a corte que condena com base no “domínio do fato”. A História vai ser recontada.

O segundo turno

E o “mensalão” vai ser o prato do dia do segundo turno, em São Paulo e em João Pessoa. Não dá mais para descartar uma estratégia montada por meses para a campanha eleitoral deste ano. Pela primeira vez, José Serra, aquele que a mídia apresenta como a elite da elite, o mais preparado, o gênio da raça, corre o risco de encerrar sua carreira política. Se vencer, volta a ser a última carta da direita paulista. Se derrotado, será automaticamente descartado. Nem para dar entrevista sobre genéricos e Aids será mais convidado.

Em João Pessoa, Luciano Cartaxo surfa na onda anti-ricardista que tomou conta de João Pessoa. É visível um efeito dominó pró Luciano.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Governo espera economizar R$ 282 milhões com horário de verão

O horário de verão que começa neste domingo (21), com o adiantamento dos relógios em uma hora a partir da meia-noite, e poderá trazer uma economia de R$ 282 milhões devido à redução de energia. A cifra é 56% maior que os R$ 180 milhões poupados na última edição da medida, em 2011 e começo deste ano.

Os dados são do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), segundo o qual a economia se deve à menor necessidade de acionamento de usinas térmicas que, tradicionalmente, são mais caras na geração de energia do que as usinas hidrelétricas.

Na edição 2012/2013, o horário de verão terminará no dia 17 de fevereiro, uma semana após o Carnaval. Desta vez, participarão apenas os Estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além do Tocantins, no Norte, que resolveu aderir. Participante ano passado, este ano a Bahia optou por ficar de fora.

Na edição de 2011, vigente até fevereiro deste ano, a economia de energia chegou a 4,6%, conforme dados da ONS. Este ano, a estimativa do governo federal é que, durante o horário, a diminuição da demanda de energia nos horários de pico fique entre 5% e 5,5%, com maior estabilidade ao sistema elétrico.

Em São Paulo, a Bovespa manterá pregão das 10h às 17h durante a vigência do horário de verão.

Com a medida, o governo espera aliviar as redes de transmissão de energia nas faixas de horário de pico do consumo –sobretudo das 18h às 21h. A proposta é aproveitar a iluminação solar e diminuir o uso da iluminação artificial. Quanto mais próximo do Hemisfério Sul, mais luz. O contrário ocorre para quem se encontra próximo ao Equador.

Decreto de 2008

Por conta de um decreto presidencial, desde 2008 foram estabelecidas datas fixas para início e término do horário de verão. Até então, publicava-se um decreto para definição do período da mudança.

Com o decreto, todos os anos o horário tem início no terceiro domingo de outubro e termina no terceiro domingo de fevereiro. Caso a data coincida com o domingo de Carnaval, o fim do horário de verão acaba sendo transferido para o domingo seguinte.

PDT cancela eleições e gera desconforto dentro do partido; 'É um desrespeito', diz Raoni

O vereador Raoni Mendes (PDT) anunciou nesta sexta-feira (19) que acaba de receber a noticia sobre o cancelamento do edital de convocação para as eleições internas do PDT municipal, onde a chapa que faz parte, teve sua inscrição prejudicada.

Mendes é membro da chapa encabeçada pelo vereador Geraldo Amorim que foi pré candidato a prefeito de João pessoa, mas não lançou candidatura e declarou apoio a Luciano Cartaxo.

O pedetista disse que “entramos na quinta (18) no final da tarde com o pedido na justiça pelo registro de candidatura da chapa e hoje acabo de receber a noticia que o edital foi cancelado”.

O vereador alega que no dia de ontem , quando os membros de sua chapa foram registrar a candidatura da chapa, a sede do PDT estava fechada. Não foram recebidos pela presidente municipal do partido, Joana Bronzeado.

Mendes declarou ainda que “encaro esse cancelamento do edital como uma forma de desrespeito a democracia que é tão prezada pelo partido”.

O vereador Geraldo Amorim foi pré candidato a prefeitura de João Pessoa, não se lançando assim para reeleição do mandato de vereador. A chapa de Geraldo conta com apoio das lideranças que apóiam o candidato do PT Luciano Cartaxo, como o vereador Raoni Mendes.

Racha no PMDB: Gervásio reúne dissidentes e deve emitir nota contra retorno de Maranhão à presidência

O deputado estadual Gervásio Filho (PMDB) teve uma grande surpresa na noite desta quinta-feira (18). Soube através da imprensa que o seu partido adiantou a data para votação do novo presidente estadual do PMDB. E a eleição já acontece na semana que vem, além disso, o prazo de inscrição encerrou no mesmo dia em que o edital foi publicado, ontem, dia 18.

Gervásio afirma que ele e alguns companheiros como Manoel Júnior, Trocolli Júnior, Wilson Filho e Wilson Santiago, não sabiam dessa decisão do partido. “Em uma democracia todos devem participar e as decisões devem ser extraídas da maioria. Ta faltando democracia, o prazo de inscrição se encerrou com uma única chapa inscrita e eu, que sou Secretário Geral do partido, não sei quem está nessa chapa”, criticou.

O repórter Fernando Braz apurou que um manifesto endossado pelo prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rego, o senador Vitalzinho, e os deputados Wilson Filho, Hugo Motta, André Gadelha, Francisca Motta e Márcio Roberto formulou um convite a José Maranhão para ser o novo presidente. Gervásio rebateu: “Wilson Filho está aqui do meu lado dizendo que não assinou nada, nós não sabemos nada sobre esse manifesto”, revelou.

O deputado desabafou. “Não tenho palavras para descrever o que foi feito. Espero o melhor desfecho possível para essa história. Eu tenho uma grande paixão pelo PMDB e não quero que isso termine mal. Mas já começou muito mal com esse edital mal feito”, colocou.

Gervásio afirmou que vai se reunir com Wilson Filho e Trocolli Júnior na tarde de hoje para discutir o assunto e tomar uma posição.

México enfrenta crise de 'refugiados do narcotráfico'

Muitos mexicanos abandonaram suas casaas em meio à guerra entre cartéis rivais e o governo
Um dos efeitos colaterais da guerra travada entre cartéis de narcotraficantes rivais e o governo mexicano nos últimos anos tem vindo à tona com cada vez mais clareza: milhares de pessoas tiveram que abandonar suas casas e suas cidades para fugir da violência, sobretudo no norte, criando uma crise de "refugiados do narcotráfico" dentro do próprio país.

Até agora não há estatísticas oficiais sobre o número de refugiados, embora alguns especialistas estimem que a cifra possa ultrapassar um milhão.
Na visão dos analistas, no entanto, mesmo sem números oficiais é possível estimar o impacto e o alto poder destrutivo do fenômeno na sociedade mexicana.

Muitos, principalmente indígenas e agricultores, migraram para os subúrbios das cidades mais próximas, onde sentem-se mais seguros. Outros optaram por locais alheios às guerras entre cartéis, como a capital, e um grande número deixou o país rumo aos Estados Unidos.

Mas a maioria vive um "alto grau de vulnerabilidade", sem emprego e com poucos recursos, em locais precários e sob a ameaça de diferentes grupos de criminosos, indica a analista Magdalena Ávila Lara em entrevista à BBC Mundo.

"Estão sem casa, sem acesso à saúde, sem documentos, sem identidade. Perderam tudo. Em alguns casos seus pertences foram roubados e seus animais saqueados. Perderam sua tranquilidade, sua terra. Em muitos casos vivem escondidos por medo de serem encontrados por grupos do narcotráfico ou as pessoas que os ameaçam", acrescenta.

De acordo com os especialistas, o governo mexicano não reconhece que exista um deslocamento forçado de pessoas devido à guerra contra o tráfico, apesar de o Congresso ter exigido que a administração federal tenha um programa especial para lidar com o problema.

A BBC Mundo solicitou à Secretaria de Governo uma posição sobre as ações oficiais para auxiliar os mexicanos "refugiados" pela guerra do narcotráfico, mas não obteve resposta.

Cidades fantasma

Cenas típicas de bairros abandonados na região
de Durangítico no norte do México
Ainda no final de 2010, praticamente todos os moradores de Cidade Mier, no Estado de Tamaulipas, no noroeste do país, deixaram o local para fugir de uma batalha travada entre o Cartel do Golfo e seu rival, Los Zetas, que pouco a pouco tomou as ruas da região.

A maioria retornou às suas casas quando a Secretaria de Marinha e Exército enviou dezenas de soldados para ajudar a população.

Cidade Mier, chamada de "cidade mágica" em guias turísticos, é o caso mais conhecido de deslocamento forçado pela guerra contra o narcotráfico, mas está longe de ser o único.

ONGs documentaram que locais como Chihuaha, Durango e Sinaloa já podem ser classificados como cidades fantasma pois seus habitantes fugiram temendo as ameaças dos criminosos.

Em alguns casos mais específicos, como em Durango, os chefes do narcotráfico queriam obrigar os agricultores a plantar drogas. Já nas montanhas de Sinaloa, muitos se viram isolados entre as disputas territoriais de grupos como o Pacífico sul, Zetas e a Federação de Sinaloa.

De forma geral, grande parte da população dessa região sofreu extorsões, ameaças, ou tiveram membros de suas famílias assassinados, abrindo mão de suas casas temendo serem mortas.

Problema grave

Em Cidade Juárez, que foi considerada durante muitos anos a cidade mais perigosa do México, autoridades estimam que mais de 100 mil pessoas abandonaram suas moradias nos últimos anos.

No mais recente Censo mexicano, o governo identificou que há cerca de 110 mil casas vazias na cidade. Embora o nível de criminalidade tenha diminuído praticamente à metade, segundo a Secretaria de Segurança Pública, muitas permanecem desocupadas.

Outros sinais que indicam o êxodo nas regiões de maior conflito são a queda do número de matrículas em escolas e universidades e da atividade econômica. Muitos empresários de Chihuahua y Tamaulipas, por exemplo, migraram para a capital ou para o Texas, segundo dados da Câmara de Comércio local.

Fidel López García, do Instituto Luis Mora, diz que o governo ainda não tem uma avaliação mais abrangente.

"No México não temos uma avaliação objetiva, final e determinante sobre as pessoas que se encontram nessas condições".

Ele insiste que se trata de algo muito grave, pois enquanto as autoridades continuarem a ignorar a situação, o problema só tende a piorar. Em agosto, por exemplo, o deputado Arturo Santana, do esquerdista Partido da Revolução Democrática (PRD), apresentou um projeto de lei específico para lidar com os "refugiados do narcotráfico", mas o Congresso decidiu arquivar a proposta.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Mensalão: STF julga formação de quadrilha

Se houver empate na votação, os réus devem ser absolvidos.
Na sessão desta quarta-feira, o julgamento do mensalão o no Supremo Tribunal Federal (STF) deve entrar na última fase do processo – a que trata dos réus acusados de formação de quadrilha.

No entanto, a sessão teve início com dois ministros – Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa – mudando seus votos sobre o publicitário Duda Mendonça e sua sócia Zilmar Fernandes. Após reavaliação, eles condenaram ambos por evasão de divisas. A mudança, porém, não teve imapcto na votação, já que a maioria que optou pela absolvição se manteve.

Os ministros devem finalizar nesta nesta quarta-feira a votação sobre os ex-deputados pdo PT Professor Luizinho (já absolvido pela maioria), João Magno e Paulo Rocha e do ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto.

Em seguida, terá início a última das sete fases do julgamento, sobre formação de quadrilha. Entre os réus está José Dirceu, ministro da Casa Civil no governo Lula, e outros 12 réus acusados de se unir para manter em funcionamento o esquema de compra de apoio político, que ficou conhecido como mensalão.