Noticias em Tempo Real - Política - Cidadania

Por nove votos favorável e dois contrário Câmara Legislativa da carta branca a executivo para desviar mais de 4 milhões de reais

Os vereadores da oposição explicam que não foram contra o projeto de construção das escolas e sim contra o fracionamento dos recursos para o EXECUTIVO e REFORMA DE ESCOLAS.

Pela 2ª vez:Vereadora Edneuza Lafaiete na bronca com atitudes de desrespeito do Secretário de Agricultura de Lagoa Grande, Olavo marques

E ela ainda alfinetou: “Não tem nenhuma ação do governo atual não… eles que comecem a mostrar as ações deles”.

Aprovado projeto que cria profissão de vaqueiro

O texto define o vaqueiro como profissional responsável pelo trato, manejo e condução de animais como bois, búfalos, cavalos, mulas, cabras e ovelhas.

Presidente do PT de Pernambuco, Pedro Eugênio defende candidatura própria no Estado

Devemos trabalhar com candidatura própria, afirma o deputado Pedro Eugênio, presidente do PT pernambucano.

PSB incomodado com Bezerra Coelho

Diversos socialistas estranharam a posição do ministro em fazer defesa pública das obras da Transposição do São Francisco.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Falha em linha de transmissão deixa Sertão do Araripe sem energia

Prejuízo na produção de gesso chega a R$ 30 milhões Foto: Priscila Buhr/JC Imagem

Municípios do Sertão do Araripe ficaram sem energia elétrica durante cinco horas, durante parte da manhã e da tarde de ontem. O “apaguinho” foi provocado por uma falha na linha de transmissão da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) que abastece a região. Responsável por 95% da produção nacional de gesso, o Sindicato da Indústria do Gesso de Pernambuco (Sindusgesso) calcula em R$ 30 milhões o prejuízo das empresas do Polo Gesseiro do Araripe, que deixaram de produzir 200 mil toneladas no dia de ontem.

De acordo com a Celpe, a interrupção ocorreu entre às 9h50 e 14h50 e sete equipes trabalharam para resolver o problema e regularizar o fornecimento. Ficaram sem energia os municípios de Araripina, Parnamirim, Ouricuri, Trindade e Exu. A linha de transmissão da Celpe que distribui energia elétrica para a região vai de Salgueiro a Araripina mas, segundo a Celpe, o município de Salgueiro não foi atingido.

O presidente do Sindusgesso, Josias Inojosa Filho, diz que as indústrias do setor ficaram praticamente sem atividade durante todo o dia de ontem. As empresas de calcinação - que transformam o minério (gipsita) em gesso - funcionam 24 horas porque os fornos não devem ser desligados. “A situação foi de caos para as indústrias. A interrupção no fornecimento de energia elétrica compromete o funcionamentos dos fornos. São necessárias de 4 e 6 horas para reaquecê-los”, explica. O empresário diz que apenas 3% das empresas possuem geradores de emergência movidos a diesel. “Esses geradores não conseguem segurar a produção de um dia. São acionados apenas para evitar o desligamento de equipamentos essenciais”, destaca.

Como o fornecimento de energia só foi retomado por volta das 15h, muitas empresas optaram por não reaquecer os fornos imediatamente para evitar o horário de pico das 17h30 às 20h30, quando o preço da energia para o setor industrial chega a ser dez vezes mais caro. “Muitos empresários resolveram esperar passar o horário de ponta para voltar a acionar os fornos e tiveram um prejuízo ainda maior”, reforça Inojosa Filho.

O empresário diz que os apaguinhos na região estão virando rotina. “Nos últimos 3 meses vêm se tornando frequentes e mais longos, como no caso deste último”, observa. O Polo Gesseiro conta com 160 empresas calcinadoras, além de 42 mineradoras e mais de 400 fábricas de pré-moldados de gesso. Além do prejuízo das calcinadoras, as mineradoras só puderam trabalhar na extração do gesso. O serviço de britagem, que depende de energia elétrica foi suspenso. O mesmo aconteceu com as empresas de pré-fabricados, que precisam bombear água para preparar a massa e produzir o gesso. “Muitas empresas dispensaram seus funcionários e a interrupção na produção de hoje (ontem) vai atrapalhar nosso prazo de entrega aos clientes”, completa.

SERVIÇOS - O setor industrial não foi o único prejudicado pelo apaguinho. Vários serviços ficaram sem funcionar, como bancos e Detran. A falta de energia também prejudicou os serviços de telecomunicações e internet.

Dono de uma farmácia e de uma lotérica no município de Exu, o empresário Francisco Helinton Parente Júnior, conta que faltou energia por volta das 8h30 e depois voltou. “Após às 9h o problema voltou a se repetir e só normalizou por volta das 15h. Ligamos para conhecidos dos municípios vizinhos e todos estavam sem luz. Quando ligávamos para a Celpe nenhum funcionário atendia. Uma gravação eletrônica informava que a empresa estava trabalhando para resolver o problema e listava os municípios atingidos”, conta. Sem conseguir operar os caixas e os meios de pagamento, muitos comerciantes e empresas de serviços fecharam as portas. 

Ex-prefeitos de cidades do ES são detidos suspeitos de corrupção

Detidos são levados para a sede do Nuroc em
Vitória. (Foto: Eliana Gorritti)
Oito ex-prefeitos de cidades do Espírito Santo foram detidos na manhã desta terça-feira (15) pelo Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção (Nuroc), da Polícia Civil, de acordo com o delegado Janderson Lube. No total, segundo a Polícia Civil, são cumpridos 25 mandados de prisão referentes ao desdobramento da 'Operação Derrama', ocorrida em 27 de dezembro. A operação foi feita a pedido do Tribunal de Contas do Espírito Santo (TC-ES) que constatou um esquema de corrupção nas prefeituras de Guarapari, Linhares, Aracruz, Anchieta, Jaguaré, Piúma e Marataízes.

Em dezembro, onze pessoas foram presas, entre funcionários municipais e fiscais de renda da Prefeitura de Aracruz, os sócios de uma empresa e um funcionário do Tribunal de Contas do Estado. Todos os presos foram encaminhados ao Centro de Triagem de Viana.

Nesta terça-feira (15), o delegado do Nuroc, Janderson Lube, informou ao G1 por telefone, que o desdobramento da 'Operação Derrama' começou durante a madrugada. “Todos os detidos estão sendo encaminhados para a sede do Nuroc, na Enseada do Suá em Vitória, onde estão sendo ouvidos”, contou Lube. O delegado não informou os nomes dos oito detidos até a manhã desta terça-feira.

Operação Derrama

O nome dado à operação, segundo a Polícia Civil, foi uma alusão às cobranças abusivas de taxas e impostos praticados pela Coroa Portuguesa no período do Brasil colonial. A 'derrama' tinha como objetivo estabelecer uma cota anual cobrada aos produtores de ouro em Minas Gerais e foi o motivo que desencadeou a Inconfidência Mineira, no século XVIII.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O pedido de Investigação Judicial Eleitoral contra Dhonikson Amorim recomeça a tramitar na justiça após o recesso

O Processo 45.261, que trata do pedido de cassação do registro, abuso de direito, fraude eleitoral, má-fé e anulação dos votos através da ação de Investigação Judicial Eleitoral proposta pela Coligação Majoritária "POR AMOR A LAGOA GRANDE" e Rose Mary de Oliveira Garziera em face da Coligação Majoritária "Frente Popular Por Lagoa Grande", bem como, de Dhonikson do Nascimento Amorim, candidato ao cargo de Prefeito, e Roque Cagliari, candidato ao cargo de Vice-prefeito, para as Eleições Municipais 2012 no município de Lagoa Grande. Documento são expedido em 09/01/2013 para Ministério Público Eleitoral.

No dia 08/01 foi Juntado o Aviso de Recebimento(AR) referente aos mandados de intimação aos representados Roque Cagliari e Edson Ribeiro os quais foram Juntados ao documento nº 1.472/2013 Petição Coligação Majoritária POR AMOR A LAGOA GRANDE e em caminhado para Vista ao MPE.

O processo 45.176 teve o mesmo procedimento pela justiça esse processo versa sobre “AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL ELEITORAL - ABUSO DE PODER ECONÔMICO OU POLÍTICO - PEDIDO DE APLICAÇÃO DE MULTA - PEDIDO DE CASSAÇÃO DE DIPLOMA - PEDIDO DE CASSAÇÃO DE REGISTRO - PEDIDO DE DECLARAÇÃO DE INELEGIBILIDADE”.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

MST: Aliança do governo Dilma com agronegócio emperra reforma agrária

Alexandre Conceição: O governo Dilma é o que menos desapropriou imóveis rurais desde Collor. Foto: ABr

O governo Dilma é o que menos desapropriou imóveis rurais para fazer reforma agrária nos últimos 20 anos.

Reportagem da Folha de S. Paulo, publicada neste domingo, revela que na primeira metade do mandato, 86 unidades foram destinadas a assentamentos.

O número supera só o de Fernando Collor (1990-92), que desapropriou 28 imóveis em 30 meses, comparando ao mesmo período das administrações anteriores desde o governo Sarney (1985-90).

“O governo Dilma é refém dessa aliança com o agronegócio, que é o latifúndio modernizado, que se aliou com as empresas transancionais. O governo está iludido pela proteção que a grande mídia dá a essa aliança e com os saldos na balança comercial. Mas esquece que esse modelo é concentrador de terra e de renda, desemprega muita gente, desmata o meio ambiente, sobrevive usando cada vez mais venenos agrícolas, que vão se transformar em câncer”, disse Alexandre Conceição, da coordenação nacional do MST, em entrevista à Folha.

“O governo Lula e Dilma não são governos do PT nem de esquerda. São governos de uma frente politíca de classes que reúne um amplo leque de classes sociais brasileiras. Desde a grande burguesia, o agronegócio, a classe média, a classe trabalhadora, os camponeses e os mais pobres. Essa natureza de composição dá estabilidade política ao governo e amplas margens de apoio na opinião pública, mas impede reformas estruturais, que afetariam os interesses das classes privilegiadas”, analisa Alexandre.

Abaixo, leia a íntegra da entrevista concedida pelo dirigente do MST à Folha, que publicou trechos.

Como o senhor avalia o histórico dos números de desapropriações e assentamentos? A quantidade de famílias assentadas e desapropriações vêm caindo desde 2008/2009.

Infelizmente, nos últimos dois anos do governo Lula e agora no governo Dilma, foi abandonada a política de desapropriação de latifúndios. Isso é um desrespeito à Constituição, que determina que todo latifúndio improdutivo deve ser desapropriado e dividido para quem quiser trabalhar. Em segundo lugar, a política do governo favorece a concentração da propriedade da terra em todo o país. Os latifundiários agradecem, embora depois votem nos tucanos, como o mapa eleitoral demonstrou em 2010.

Como o senhor avalia o desempenho da reforma agrária durante a gestão petista, desde 2003?

O governo Lula e Dilma não são governos do PT nem de esquerda. São governos de uma frente política de classes que reúne um amplo leque de classes sociais brasileiras. Desde a grande burguesia, o agronegócio, a classe média, a classe trabalhadora, os camponeses e os mais pobres.

Essa natureza de composição dá estabilidade política ao governo e amplas margens de apoio na opinião pública, mas impede reformas estruturais, que afetariam os interesses das classes privilegiadas. Assim, nesse tipo de governo, estão bloqueadas não só a reforma agrária, mas também a reforma tributária, a reforma política, a reforma do judiciário, a reforma industrial, a reforma urbana e a reforma educacional. O governo não consegue nem aprovar a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, que é uma questão civilizatória e que os países do capitalismo industrial já adotou.

Como o senhor avalia o desempenho do governo Dilma Rousseff nestes dois anos, com apenas 76 imóveis desapropriados?

Uma vergonha! O governo Dilma é refém dessa aliança com o agronegócio, que é o latifúndio modernizado, que se aliou com as empresas transancionais. O governo está iludido pela proteção que a grande mídia dá a essa aliança e com os saldos na balança comercial. Mas esquece que esse modelo é concentrador de terra e de renda, desemprega muita gente, desmata o meio ambiente, sobrevive usando cada vez mais venenos agrícolas, que vão se transformar em câncer.  500 mil novos casos de câncer aparecem por ano pelos alimentos contaminados. E o câncer é democrático, porque pega todo mundo. É um modelo predador do meio ambiente e só aumenta os índices de desigualdade nos municípios aonde é hegemônico. Perguntem aos prefeitos eleitos se eles querem grandes propriedades exportadoras e isentas de ICMS ou querem um meio rural de agricultura familiar? A história vai cobrar desse governo no futuro. Mas aí será tarde…

Como mudar esse cenário para 2013? O que o MST pretende fazer e o que espera do governo federal?

O MST vai continuar lutando e ocupando os latifúndios improdutivos para forçar as desapropriações e, ao mesmo tempo, costurar alianças que levem a um novo projeto para o país. No entanto, a reforma agrária agora não é apenas o aumento do número de desapropriações. Isso é uma obrigação constitucional. A reforma agrária agora representa a necessidade de mudança do modelo agrícola. Deixar o agronegócio de lado e reorganizar a agricultura baseada na produção de alimentos sadios para o mercado interno. Reforma agrária é reorganizar o setor agroindustrial, baseado em cooperativas e não grandes empresas transnacionais como agora. Adotar a matriz tecnológica da agroecologia, preservar o meio ambiente e frear o êxodo rural para as grandes cidades. Mas para isso é preciso um novo projeto para o Brasil. Esse projeto depende da construção de alianças de classe que extrapolam as bases sociais e a força politica dos movimentos camponeses.

As vozes da seca

Existe água suficiente no Nordeste. Mas, como a terra, ela é pessimamente distribuída. Foto: John Messina/ Environmental Protection Agency
Em 90 quilômetros de estrada não havia um só toque de verde. Era o início dos anos 1970 e eu estava em campanha para deputado federal. Visitávamos Petrolândia, no interior de Pernambuco. E meu primo Zé Humberto dirigia um Fusquinha azul. O calor e a falta de vida e de verde nunca me saíram da memória.

A seca é tema de debates e campanhas há tantos anos. O Dnocs, a Sudene e o Ministério da Integração se dedicam ao assunto. Sem falar nos estudos e pesquisas de especialistas e cientistas. E nenhuma solução definitiva.

Tive um momento de grande esperança no Ceará, quando da reestruturação da Sudene, sob o comando do presidente Lula e com a presença inesquecível de Celso Furtado, um dos ícones, senão o maior, do conhecimento e da preocupação com o quadro do Nordeste brasileiro.

Hoje, leio sobre a criação de comissões especiais do Congresso com o objetivo de cobrar do governo medidas especiais de combate à seca e para investigar o atraso nas obras da transposição do Rio São Francisco e da Transnordestina. Os parlamentares visitarão os locais afetados para acompanhar as consequências da seca. Quantas comissões já foram criadas? Câmara dos Deputados, Senado Federal, Ministério Público?  Manchetes praticamente iguais às de ontem, do ano passado, das décadas passadas. Não tenho as respostas, mas todos vemos o que os especialistas podem fazer quando há vontade política e recursos disponíveis.

Israel é um exemplo muito citado, mas não deixa de ser maravilhoso ver as imagens cheias de frutos que o deserto israelense produz. E Las Vegas, cidade milionária incrustada no meio do deserto? E torna maior ainda o golpe das imagens do nosso sertão, da nossa incompetência em resolver um problema com solução. É inadmissível que ano após ano o sofrimento se repita.

É mandacaru e macambira. Vida sem água, resistente e brava, espinhosa e árida. É fato noticiado todo ano. Do Maranhão ao norte de Minas Gerais. Sebastião Salgado fotografou os tons marrons e os olhos tristes e famintos de homens e animais. A arte imortaliza o sofrimento, a resiliência e a força do povo sertanejo. Artistas de todos os tipos choraram e cantaram, pintaram e contaram. Mas, novamente, nenhuma solução.

É difícil resolver algo a partir de pressupostos equivocados. A principal dificuldade que o País enfrenta está no próprio enunciado, no enfoque de combate à seca. Um fenômeno climático sistemático não é para ser combatido. Alguém imaginaria combater o gelo na Sibéria? Deve-se, sim, criar melhores condições de convivência com ele.

O mais importante com relação a esse problema é que existem técnicas adaptadas às condições do Semiárido. O renomado agrônomo cearense Guimarães Duque, por exemplo, desenvolveu um método para a agricultura de sequeiro que foi objeto de muitas homenagens, mas pouca ação para colocá-lo em prática.

E também, ao contrário do que se pensa e se divulga, existe água suficiente no Nordeste. Só que, pelo modelo econômico do latifúndio e do capitalismo tropical, a água também é pessimamente distribuída. Concentração de renda, concentração de terras, concentração do controle das águas, eis os pressupostos da tragédia que se renova.

Falta não apenas a vontade política mencionada. É necessária também a permanente mobilização popular. Enquanto o povo nordestino aceitar passivamente a perpetuação de práticas assistencialistas e do clientelismo que assume novas formas, mas mantém sua essência no trato da estiagem, o quadro dantesco se repetirá. Enquanto a solidariedade pontual e os bálsamos emergenciais continuarem a prevalecer, nada vai mudar de verdade.

Hoje a sociedade civil se organiza. Doação de alimentos, água e roupas ajudam. Mas e amanhã? Amanhã o resto do Brasil volta-se para outra causa e o sertanejo para sua realidade seca e permanente.

A realidade descrita por Rachel de Queiroz, no seu romance O Quinze, e por Graciliano Ramos, em Vidas Secas, espalhando pelo mundo verde as agruras do Sertão e do seu povo forte e sofrido, vai se eternizando. É verdade que ganha toques de modernidade. A moto substituiu o jumento. As comitivas de retirantes e de paus de arara não existem mais.

O sofrimento toma novas formas. Os prejuízos ganham novos critérios de mensuração. É a seca com ares de século XXI. Ecoa na consciência nacional, como atestado da incompetência generalizada, o canto de Luiz Gonzaga composto na década de 1950: “Seu doutor, uma esmola/para um homem que é são/ou lhe mata de vergonha/ou vicia o cidadão”.

Os artistas fizeram e fazem sua parte. Resta ao povo nordestino e aos seus representantes fazerem ouvir, bem alto, as vozes e os gemidos da seca. Não apenas em tom de lamento, mas, principalmente, de firme reivindicação.

Últimos artigos de Fernando Lyra: A vida e a história

Dilma está cega e sendo enganada por puxa-sacos

Stedile: “Ultimamente, inventaram até que seria muito caro assentar famílias, que é necessário primeiro resolver os problemas dos que já têm terra, e os sem-terra que esperem. Esperar o quê? O Bolsa Família, o trabalho doméstico, migrar para São Paulo?”
por João Pedro Stedile, da Coordenação Nacional do MST, em CartaCapital

A sociedade brasileira enfrenta no meio rural problemas de natureza distintos que precisam de soluções diferenciadas. Temos problemas graves e emergenciais que precisam de medidas urgentes. Há cerca de 150 mil famílias de trabalhadores sem-terra vivendo debaixo de lonas pretas, acampadas, lutando pelo direito que está na Constituição de ter terra para trabalhar. Para esse problema, o governo precisa fazer um verdadeiro mutirão entre os diversos organismos e assentar as famílias nas terras que existem, em abundância, em todo o País. Lembre-se de que o Brasil utiliza para a agricultura apenas 10% de sua área total.

Há no Nordeste mais de 200 mil hectares sendo preparados em projetos de irrigação, com milhões de recursos públicos, que o governo oferece apenas aos empresários do Sul para produzirem para exportação.

Ora, a presidenta comprometeu-se durante o Fórum Social Mundial (FSM) de Porto Alegre, em 25 de janeiro de 2012, que daria prioridade ao assentamento dos sem-terra nesses projetos. Só aí seria possível colocar mais de 100 mil famílias em 2 hectares irrigados por família.

Temos mais de 4 milhões de famílias pobres do campo que estão recebendo o Bolsa Família para não passar fome. Isso é necessário, mas é paliativo e deveria ser temporário.

A única forma de tirá-las da pobreza é viabilizar trabalho na agricultura e adjacências, que um amplo programa de reforma agrária poderia resolver. Pois nem as cidades, nem o agronegócio darão emprego a essas pessoas.

Temos milhões de trabalhadores rurais, assalariados, expostos a todo tipo de exploração, desde trabalho semiescravo até exposição inadequada aos venenos que o patrão manda passar, que exige intervenção do governo para criar condições adequadas de trabalho, renda e vida. Garantindo inclusive a liberdade de organização sindical.

Há na sociedade brasileira uma estrutura de propriedade da terra, de produção e de renda no meio rural hegemonizada do modelo do agronegócio que está criando problemas estruturais gravíssimos para o futuro.

Vejamos: 85% de todas as melhores terras do Brasil são utilizadas apenas para soja/milho; pasto, e cana-de-açúcar.

Apenas 10% dos fazendeiros que possuem áreas acima de 200 hectares controlam 85% de todo o valor da produção agropecuária, destinando-a, sem nenhum valor agregado, para a exportação. O agronegócio reprimarizou a economia brasileira.

Somos produtores de matérias-primas, vendidas e apropriadas por apenas 50 empresas transnacionais que controlam os preços, a taxa de lucro e o mercado mundial.

Se os fazendeiros tivessem consciência de classe, se dariam conta de que também são marionetes das empresas transnacionais.

A matriz produtiva imposta pelo modelo do agronegócio é socialmente injusta, pois ela desemprega cada vez mais pessoas a cada ano, substituindo-as pelas máquinas e venenos. Ela é economicamente inviável, pois depende da importação, anotem, todos os anos, de 23 milhões de toneladas de fertilizantes químicos que vêm da China, Uzbequistão, Ucrânia etc. Está totalmente dependente do capital financeiro que precisa todo ano repassar: 120 bilhões de reais para que possa plantar. E subordinada aos grupos estrangeiros que controlam as sementes, os insumos agrícolas, os preços, o mercado e ficam com a maior parte do lucro da produção agrícola.

Essa dependência gera distorções de todo tipo: em 2012 faltou milho no Nordeste e aos avicultores, mas a Cargill, que controla o mercado, exportou 2 milhões de toneladas de milho brasileiro para os Estados Unidos. E o governo deve ter lido nos jornais, como eu…

Por outro lado, importamos feijão-preto da China, para manter nossos hábitos alimentares.

Esse modelo é insustentável para o meio ambiente, pois pratica a monocultura e destrói toda a biodiversidade existente na natureza, usando agrotóxicos de forma exagerada. E isso desequilibra o ecossistema, envenena o solo, as águas, a chuva e os alimentos.

O resultado é que o Brasil responde por apenas 5% da produção agrícola mundial, mas consome 20% de todos os venenos do mundo. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) revelou que a cada ano surgem 400 mil novos casos de câncer, a maior parte originária de alimentos contaminados pelos agrotóxicos. E 40% deles irão a óbito.

Esse é o pedágio que o agronegócio das multinacionais está cobrando de todos os brasileiros! E atenção: o câncer pode atingir a qualquer pessoa, independentemente de seu cargo e conta bancária.

Uma política de reforma agrária não é apenas a simples distribuição de terras para os pobres. Isso pode ser feito de forma emergencial para resolver problemas sociais localizados. Embora nem por isso o governo se interesse.

No atual estágio do capitalismo, reforma agrária é a construção de um novo modelo de produção na agricultura brasileira. Que comece pela necessária democratização da propriedade da terra e que reorganize a produção agrícola em outros parâmetros.

Em agosto de 2012, reunimos os 33 movimentos sociais que atuam no campo, desde a Contag até o movimento dos pescadores, quilombolas, MST etc., e construímos uma plataforma unitária de propostas de mudanças.

É preciso que a agricultura seja reorganizada para produzir, em primeiro lugar, alimentos sadios para o mercado interno e para toda a população brasileira. E isso é necessário e possível, criando políticas públicas que garantam o estímulo a uma agricultura diversificada em cada bioma, produzindo com técnicas de agroecologia. E o governo precisa garantir a compra dessa produção por meio da Conab.

A Conab precisa ser transformada na grande empresa pública de abastecimento, que garante o mercado aos pequenos agricultores e entregue no mercado interno a preços controlados. Hoje já temos programas embrionários como o PAA (programa de compra antecipada) e a obrigatoriedade de 30% da merenda escolar ser comprada de agricultores locais. Mas isso atinge apenas 300 mil agricultores e está longe dos 4 milhões existentes.

O governo precisa colocar muito mais recursos em pesquisa agropecuária para alimentos e não apenas servir às multinacionais, como a Embrapa está fazendo, em que apenas 10% dos recursos de pesquisa são para alimentos da agricultura familiar. Criar um grande programa de investimento em tecnologias alternativas, de mecanização agrícola para pequenas unidades e de pequenas agroindústrias no Ministério de Ciência e Tecnologia. Criar um grande programa de implantação de pequenas e médias agroindústrias na forma de cooperativas, para que os pequenos agricultores, em todas as comunidades e municípios do Brasil, possam ter suas agroindústrias, agregando valor e criando mercado aos produtos locais.

O BNDES, em vez de seguir financiando as grandes empresas com projetos bilionários e concentradores de renda, deveria criar um grande programa de pequenas e médias agroindústrias para todos os municípios brasileiros.

Já apresentamos também ao governo propostas concretas para um programa efetivo de fomento à agroecologia e um programa nacional de reflorestamento das áreas degradadas, montanhas e beira de rios nas pequenas unidades de produção, sob controle das mulheres camponesas.

Seria um programa barato e ajudaria a resolver os problemas das famílias e da sociedade brasileira para o reequilíbrio do meio ambiente.

Infelizmente, não há motivação no governo para tratar seriamente esses temas.

Por um lado, estão cegos pelo sucesso burro das exportações do agronegócio, que não tem nada a ver com projeto de país, e, por outro lado, há um contingente de técnicos bajuladores que cercam os ministros, sem experiência da vida real, que apenas analisam sob o viés eleitoral ou se é caro ou barato…

Ultimamente, inventaram até que seria muito caro assentar famílias, que é necessário primeiro resolver os problemas dos que já têm terra, e os sem-terra que esperem. Esperar o quê? O Bolsa Família, o trabalho doméstico, migrar para São Paulo?

Presidenta Dilma, como a senhora lê a CartaCapital, espero que leia este artigo, porque dificilmente algum puxa-saco que a cerca o colocaria no clipping do dia.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

prefeito de Lagoa Grande (PE), Dhoni Amorim (PSB) comemora festa de independência

No sábado (06) o prefeito Dhoni Amorim (PSB) que está apenas 8 dias a frente da prefeitura Municipal de Lagoa Grande, comemorou sua festa de posse ou melhor, a festa de independência. Foi assim que seu grupo nomeou sua festa, a independência.

O Brasil foi durante muito tempo colônia de Portugal e aqui fomos explorados crucialmente, entretanto, o Brasil proclamou sua independência e ficamos livres de Portugal e posteriormentente tivemos conquistas, a exemplo, do nosso idioma, alguns tipos de arquitetura (algumas cidades históricas), alguns tipos de receitas culinárias, a religião católica que a maioria segue, nomes de cidades e várias tradições como festas, tipos de embarcações feitas por pessoas de alguns cantos do Brasil, tipo de artesanato, entre outros.

Aqui falando da independência (Lagoa Grande) proclamada pelo prefeito, pode suceder, no entanto, um contra senso falar de independência agora? Neste ponto, já que falam de independência seriam contra os Garzieras? É o que ficou a transparecer e bem claro.

Então vamos ao contra: Contra (Garziera),
  1. A estrada da Uva e do Vinho?
  2. Contra o Hospital Municipal?
  3. Contra a Praça da Uva e do Vinho?
  4. Contra o saneamento básico de Lagoa Grande?
  5. Contra o saneamento de alguns pontos do Vermelho?
  6. Contra as fazenda e empresas empregadas em Lagoa Grande?
  7. Contra a Festa da Uva e do Vinho?
  8. Contra o Laboratório de Inseminação Artificial?
  9. Contra iluninação e abastecimento de àgua do Assentamento Três Conquista?
  10. Contra o abastecimento de água no Assentamento Ouro Verde?
  11. Contra a construção da cozinha comunitária (Em fase Final)?
  12. Contra a construção de duas quadras na sede (Em fase final)?
  13. Construção d PSFs?
  14. Contrução de Creches?
  15. Calçamento de Vermelhos (Alguma ruas)?
  16. Calçamento de Ruas na sede?
  17. Iluminação de alguns pontos na cidade?

Em outras que seu grupo tem conhecimento e Lagoa Grande também.

Portanto, prefeito, o senhor terá uma tarefa complicada e também possível de realizar. Terá que fazer mais e muito mais do que foi feito pelos Garzieras. Além de tudo, o senhor prefeito tem que fazer dobrado e mostrar ao povo de Lagoa Grande que Garziera não faz falta. Eis, pois, que vale destacar o que foi realizado por Garziera está carimbado e registrado e não se apaga, pois, é tolice trabalhar com os olhos voltados para o passado.

Contudo, terá que trabalhar com os olhos voltados para o futuro, mas com muita responsabilidade em jogo, pois, caso contrário a independência poderá não acontecer, ou melhor, poderá frustrar as pessoas lagoagrandenses

Então o jogo está lançado e Lagoa Grande espera!

Novas Empresas, ou seja, gerações de emprego e muitos outros projetos e arquitetônicos e conceto que faça de fato a diferenaça. 

O governo atual assim como do ex-prefeito Robson Amorim (PSB) tiveram governo Estadual e Federal e uma legião de Deputados todos na base aliada.

Desejo boa Sorte! Capacidade todos temos é só arregaçar as mangas e trabalhar e depois proclamaremos a independência.

Fonte de divulgação: Blog Lagoa Grande Noticia

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Carlos Britto: Gonzaga confirma expulsão de Osório do PSB de Petrolina

De nada adiantou a justificativa do novo presidente da Casa Plínio Amorim, vereador Osório Siqueira (PSB), de que o processo eleitoral para a escolha da nova Mesa Diretora era um “assunto interno” do Legislativo. Apesar de pertencer ao Grupo dos 11, de oposição ao prefeito Júlio Lóssio (PMDB), Osório não acatou a indicação do colega Zenildo do Alto do Cocar (PSB) para disputar a presidência, e decidiu se lançar também candidato, contando com o apoio de vereadores ligados a Lóssio, além dos dois do PT (Cristina Costa e Geraldo da Acerola) e de Ibamar Fernandes (PRTB) e Elias Jardim, que também debandaram do grupo.

A desobediência rendeu a Osório a expulsão do partido, confirmada na manhã de hoje (04) pelo deputado federal e presidente da comissão provisória do PSB de Petrolina, Gonzaga Patriota, em entrevista ao programa Edenevaldo Alves, na Petrolina FM.

Segundo Gonzaga, a decisão de expulsar o vereador socialista foi unânime entre os demais integrantes da comissão provisória do partido, e feita às claras.

O parlamentar argumentou que Osório deveria manter a postura de oposição, após a derrota majoritária do partido nas eleições municipais de 2012. Ao bater de frente com seu grupo e sair candidato a presidente da Casa Plínio Amorim, com respaldo de aliados do prefeito, Osório violou as diretrizes do partido socialista, explicou Gonzaga.

Ele informou também que a decisão será encaminhada ao PSB de Pernambuco, à justiça eleitoral de Petrolina e ao próprio Osório.

Cometário meu: Seá que esse será o mesmo destino da vereadora eleita em Lagoa Grande Edneuza Lafaite (PTB)? que veem contrária as diretrizes partidária do próprio partido e da coligação, segundo informação o caso está sendo levado a MPE para parecer onde determinará os rumos dessa vereadora.

Secretario de Governo da prefeitura de Lagoa Grande dá o maior calote nos seus aliados

Foram inúmeras as vitimas do calote dado pelo Secretario de Governo “PrefeitoJorge Garziera aos funcionários, secretários, prestadores de serviços, fornecedores entre outros. Entre eles está Secretario de Agricultura Reginaldo Alencar que ficou sem receber cerca de R$ 8.000,00 (oito mil reais). 

A situação e delicada principalmente para os funcionários da saúde que estão NOVEMBRO e DEZEMBRO sem receber salários e há 03 (três) anos sem receber o 13a salário a proposta de Jorge Garziera Secretario de Governo “PREFEITO”, para esses funcionários é que ele pagaria apenas o mês de novembro e o mês em curso empenharia para o novo gestor paga o restante dentro da LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL é permitido? quanto ao 13a salário não foi nem mencionado, ou seja, nenhuma perspectiva de recebimento uma vez que não vai ser empenhado.

Os funcionários da saúde chamaram o Secretario de Saúde Severino Ferreira para ir junto com ele falar com o Secretario de Governo Jorge Garziera Secretario “PREFEITO” no dia 30 e els ouviram um NÃO acompanhando da seguinte resposta “Se vocês não resolverem imagine eu, ele não foi porque na verdade ele estava efetuando o pagando de funcionários e fornecedores pré-selecionados por ele e que foram receber na residência do mesmo para evitar que outros quisessem receber. Desta forma apenas subentendemos que somente aqueles que faziam parte da base de apoio e adepto a candidatura de Ítalo Ferreira filho do secretario de saúde foram contemplado com essa demonstração e casuísmos com os demais funcionários.

O Blog busca informações junto às demais pessoas prejudicadas com a falta de compromisso que tiveram para com essas pessoas, se existe um responsável por tudo isso é a principal gestora “ROSE GARZIERA” que permitiu que seu esposo Jorge Garziera, fizesse do seu governo escritório de suas empresas falidas por falta de administração.

Retrocesso no esporte de Lagoa Grande

 


Na gestão Rose Garziera foi aprovada pelo Poder Legislativo, a lei que criou a Secretaria de Desenvolvimento Econômico Turismo e Esporte, sendo que as ações do esporte eram desenvolvidas por 03 (três) coordenadores distribuído da seguinte forma: Jutaí – Um coordenador, Vermelhos – Um coordenador e SEDE – Um coordenador.

Assim como na gestão de Robson Amorim a Secretaria volta agregar a Secretaria de Educação apena como uma coordenação, esse retrocesso engessa o esporte e desagrada o candidato a vereador Vavá (PSD) que tinha como objetivo fica a frente da mesma onde iria promover e difundir o esporte no município no município na nova formatação a coordenação só atenderá no âmbito escolar. Caso queiram realizar os Campeonatos: Municipal, Comércio, Inter bairro e do Interior será desvio de objetivo, pois a autonomia para o desenvolvimento do esporte só tinha abrangência como secretaria.

Essa decisão também põe fogo na discussão política, pois a atual gestão está desvalorizando os seus aliados e de forma pejorativa como foi afirmação de que partido que obteve menos de 200 votos não faria jus a uma secretaria esse é o exemplo talvez referirem-se PV. Quem vai fica ainda pela estrada? E o sonho pode está perto do fim do esporte em Lagoa Grande.